segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mude!

Por que somos presos aos nossos costumes e aos costumes passados?
Por que quase não mudamos nossos conceitos?

Conceitos de beleza, pensamentos, atitudes,
e tantas outras coisas parecem ser imutáveis.
Mesmo que cada vida, cada perspectiva,
seja única e diferente,
ainda assim queremos criar padrões.

Mudar.
Mas não mudar por achar que todos os padrões são ruins —
mesmo que eu seja contra a maioria deles.
Mudar para sentir a diferença.
Para viver com várias perspectivas.
Para viver sem um padrão.

Aprender a mudar.
Tornar-se apto à mudança.
E não sofrer cada vez que ela acontecer.

Desacredite da verdade.
Questione especialistas, mesmo sem ser um deles.
Por que não uma mulher de cabelos brancos e dentes amarelos,
em vez de uma loira de sorriso perfeito?

Acredite mais em seus instintos do que na sua razão.
Não acredite no destino. Acredite no acaso.
Deixe brotar o seu lado bailarino.
Engula sapos, mas aprenda a digeri-los.
Sorria para quem deseja o seu mal.
Mate aula para conversar com seus amigos.
Crie sua balada em plena segunda-feira.

Não apenas faça o oposto.
Faça diferente.

Acredite: assim como o mundo é feito de diferenças,
o melhor que podemos fazer
é encarar essas diferenças de modo diferente.

Encare a morte para aprender a viver.
E só aceitando ela é que damos o maior valor à vida.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ideal

A cada dia, criamos vários ideais sobre diversas coisas.

Ideais sobre relacionamentos amorosos:
quem seria a melhor pessoa para estar ao nosso lado?

Ideais sobre emprego:
qual seria aquele em que ganharíamos mais e trabalharíamos menos?

Ideais sobre simples fatos da vida:
como tudo deveria acontecer, como tudo deveria ser.

O mais interessante é perceber que esses ideais quase nunca se realizam da forma perfeita.
Em outras palavras, sempre existe algo que escapa dos nossos planos.

É como naquela frase:
“O melhor da festa é esperar por ela.”

Esse pensamento vem tanto da religião quanto dos tempos modernos, que nos condicionam a pensar no futuro, idealizá-lo, e esquecer de viver o presente da melhor maneira possível.

A frase
“Viver intensamente cada momento, como se fosse o último”
diz exatamente o que deixamos de fazer.
Idealizar se torna quase automático.
E a frustração, quase garantida.
Assim, passamos mais tempo projetando o futuro do que vivendo o agora.

Os melhores momentos vividos, com certeza, foram aqueles que não foram idealizados.
Momentos que simplesmente aconteceram.
Momentos que nunca imaginamos viver, e que justamente por isso, se tornaram especiais.

Parar de idealizar?
Impossível.
Simplesmente porque pensamos.

Mas qual seria a melhor forma de lidar com isso?
Talvez seja viver da melhor maneira possível cada acontecimento.
Saber viver o acaso, mesmo quando o sonho não se concretiza.
Aprender que é de acasos que a vida é feita.
E que ser feliz com isso seja, na verdade, a regra.
Porque, se fosse diferente, não teria a menor graça.

Eu conheço meus ideais.
Sei que dificilmente acontecerão exatamente como imaginei.
Mas ainda assim, batalho para chegar o mais próximo possível deles.
Porque é mais fácil um ideal se realizar do que viver sem sonhar.

A chave talvez esteja em dar ao presente o mesmo valor que damos ao ideal.

Por fim, quero dizer que cada pensamento exposto aqui
não é uma solução definitiva para minha vida,
e muito menos para quem, eventualmente, esteja lendo.

Que possa ser apenas mais uma reflexão,
mais uma informação,
a ser ou não agregada à minha e à sua vida.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Medo

Aquilo que todo ser sente.
Não importa se mulher ou homem,
o medo está presente.

Interessante como o medo pode ser sentido de formas tão diferentes,
desde o medo da morte até o simples receio diante de um inseto.
Algo que nos faz sentir impotentes,
sem controle sobre o que acontece.

Acredito que seja esse o verdadeiro motivo do medo:
a falta de controle.
Mesmo sabendo, na teoria,
que nunca temos controle total sobre nada.

É curioso perceber que temos medo
de coisas que nunca experimentamos,
de seres que nunca vimos.

Mas o que seria do ser humano sem medo?
Suas atitudes seriam racionais?
Ou será que é justamente o medo que cria a racionalidade?

Certa vez, ouvi alguém dizer:

Não cria veneno.
Não consegue morder até matar.
Não enxerga tão bem.
Não ouve tão bem.
Não tem um olfato apurado.

O barato do homem é pensar.
E é pensando que ele constrói sua coragem,
ou se afunda no medo,
por reconhecer sua própria incapacidade.

Quem se entende, tem medo.
Mas quem entende a vida,
tem coragem.

Te amo

Eu usarei frases já ditas
para dizer um pouco sobre aquilo que sinto.

Eu te amo, assim como nunca amei alguém.
De uma forma tão intensa
que você nunca mais será desejada e amada da mesma maneira.

Eu tentei ser a pessoa mais feliz ao seu lado.
Fracassei.
Não porque você fosse a pessoa errada,
mas porque errei todas as vezes em que tive dúvida.
Não duvidei por falta de amor,
mas por não saber viver sem você.

Quem me quis feliz foi você.
Quem queria estar ao meu lado
era alguém por quem eu não dei o valor que merecia.
Hoje, penso e sofro.
Não por falta de amor,
nem por não ter tentado.
Sofro por não ter acreditado plenamente
que o nosso amor era mais forte do que qualquer falha.

É muito difícil viver longe de você.
Querer e não ter é como perder a capacidade de sonhar.
Meus objetivos se apagaram.
O único que permanece é te amar.

Quero amar novamente alguém que tanto quis,
sem ficar preso aos erros,
sejam meus ou seus,
que agora me parecem pequenos
diante do amor que ainda carrego.

Pensei que encontraria, longe de você,
algo que me fizesse bem.
E percebi, tarde demais,
que o meu bem sempre esteve tão perto
que eu nem percebi.

Se eu pudesse dizer algo,
diria que o amor que sinto por você é enorme.
Assim como eu disse um dia,
nosso amor é pra sempre.
E só eu não consegui enxergar isso a tempo.

Se eu pudesse te convencer,
tentaria ser, de novo,
a melhor versão de mim mesmo,
sem as mentiras que te feriram.
Mas se eu não conseguir,
ainda assim espero que entenda.

Eu te amo demais.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mentira

Por que mentimos?
Talvez para tentar levar vantagem em algo.
Mas como haveria vantagem se não conseguimos sustentar a mentira contada?

Por que, às vezes, queremos algo
e mentimos dizendo que não?
Acredito que vivemos dentro de uma mentira imensa.
Que tudo é mentira.
E que a verdade é apenas uma variação da mentira.
Apenas uma mentira em que escolhemos acreditar.

Mesmo quando acreditamos estar dizendo o que sentimos,
isso não significa que seja uma verdade.
Porque não podemos garantir que aquilo será verdadeiro por toda a vida.

Como afirmar que amar a Deus seja uma verdade absoluta?
Como dizer que nunca faremos mal a alguém,
se não conhecemos o amanhã?
Como jurar amor eterno,
se no dia seguinte podemos não estar mais com aquela pessoa?

Se o oposto da mentira é a verdade,
qual verdade você pode afirmar com plena certeza?

Eu só citaria uma: a morte.
Mesmo que ainda não seja uma verdade completa.
Mesmo que os deuses sejam eternos.

Acreditar em quem?
Falar a verdade, com base em quê?
Com qual convicção de que seja real?

Prefiro acreditar em tudo,
até que me provem o contrário.
Não por ser verdade,
mas simplesmente pelo fato de acreditar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Centro do Mundo

Por que pensamos ser o centro do mundo e das atenções?

Se, a cada momento, trilhões de seres, apenas neste planeta, vivem suas vidas,
por que pensar que somos tão importantes assim?

Sabemos, com certeza, que não somos o centro do mundo.
Sabemos que os outros seres não vivem em função da nossa existência.
Mas mesmo assim, queremos que isso aconteça.

É por isso que temos a impressão de que qualquer cochicho ao nosso redor,
qualquer amigo ou amiga triste,
ou qualquer situação que nos cerca
é culpa nossa ou tem algo a ver conosco.

Vejo o mesmo comportamento na forma como os seres humanos se relacionam com a Terra.
Existe uma vontade insistente de mostrar que somos responsáveis por tudo o que acontece.
Terremotos, tsunamis, furacões, desequilíbrios naturais.
Queremos acreditar que temos controle.
E pior do que assumir essa responsabilidade
é acreditar que somos capazes de mudar tudo isso.

Na minha opinião, isso é arrogância.

Sim, o ser humano degradou demasiadamente a Terra.
E sim, podemos buscar formas de reduzir os impactos que causamos.
Mas acreditar que temos poder para resolver todos os problemas
é tão ilusório quanto uma única pessoa achar que é o centro do mundo.

Assim como nenhum indivíduo é o centro de tudo,
nenhuma espécie é.
E a Terra, por sua vez, também não é o centro do universo.

No singular, o ser humano busca centralidade.
No coletivo, ele faz o mesmo.
Quer que tudo ao redor
seja sua responsabilidade.
Ou pior: sua criação.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Questionar

Por que questiono tanto?
Puxa, questionei novamente.
Mas por que vivemos perguntando?

É incontrolável.
Desde criança, o ato de conhecer o mundo acontece por meio dos questionamentos.

E por que ainda temos tantas dúvidas,
mesmo depois de já termos perguntado tanto?

Talvez porque não recebemos respostas.
Ou talvez porque até recebemos,
mas não as respostas que esperávamos.
Ou, o mais provável,
porque existem mais perguntas do que respostas.

Percebi que resgatei em mim a vontade de questionar,
de não apenas olhar e aceitar.
Sei que isso pode causar desconforto em algumas situações,
mas, como já disse, é incontrolável.
Além disso, sinto uma sensação maravilhosa ao questionar.

Acredito que as pessoas deveriam questionar mais.
E não apenas questionar,
mas também buscar as respostas para aquilo que perguntam.
Porque uma pergunta sem resposta
voltará a ser perguntada.

Agora, deixo aqui alguns dos meus próprios questionamentos:

– Qual seria a forma de existência de Deus?
– O amor incondicional acontece duas vezes?
– O capitalismo é a única ideologia que funciona?
– A política brasileira tem solução?
– Quando morremos, acaba tudo?
– Eu preciso sofrer para merecer?

Questionar é o que nos dá a chance de evoluir.
Mas o que transforma essa chance em realidade
é a busca pelas respostas.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ser normal

O que é ser normal?

Ouvi, esses dias, que algumas pessoas não me acham normal.
Disseram que eu não vivo a realidade.
E, seguindo uma linha de raciocínio lógico,
não viver a realidade seria, de fato, algo fora do normal.

Sei que o que vou dizer a seguir pode parecer apelativo
ou até mesmo uma justificativa mal elaborada para o que disseram sobre o meu comportamento.
Mas veja se estou errado.

Ser "normal", pelo menos para a maioria das pessoas que conheço,
é conversar sobre consumismo, casos amorosos, difamar outras pessoas,
e outros temas que giram sempre nos mesmos círculos.

Não vou negar que, vez ou outra, participo dessas conversas.
Mas dizer que eu fujo da realidade só porque costumo conversar sobre comportamento humano,
sobre teorias que tentam explicar nossas ações,
sobre padrões sociais, psicológicos e emocionais,
tentando analisar o que nos move
isso, sim, me parece uma distorção da realidade.

Reconheço que isso pode soar estranho para alguns.
E talvez, sim, eu fuja do que é considerado normal.
Mas dizer que eu não vivo a realidade?
Isso é uma inverdade.

Aliás, aqui vai o que muita gente considera normal:

Consumismo: vivemos num sistema em que precisamos comprar,
já que não produzimos tudo o que usamos.
Mas, em boa parte das conversas, o consumismo vira um termômetro de status.
É uma forma de dizer que se tem mais do que o outro.
É o desejo de se sobressair.

Difamar outras pessoas:
isso também tem o mesmo objetivo.
Derrubar o outro para se sentir por cima.
E essa, talvez, seja a forma mais mesquinha de se destacar.

Pelo menos uma certeza eu tenho:
talvez eu não seja normal,
mas os argumentos que construo com base no que observo
são mais sólidos do que aqueles que tentam me rotular.

E, no fim, eu pergunto:

Preciso parar de pensar para ser normal?

Porque, se for isso, então estão sugerindo que para ser normal
é preciso também ser ignorante.

domingo, 2 de agosto de 2009

Beleza

Beleza é algo que, no mundo de hoje, parece ser fator primordial para relacionamentos.
Mas de onde vem essa referência de beleza?
Ser magro, gordo, forte? Ter olhos claros? Ter um corpo de esportista?

É curioso pensar que, séculos atrás, mulheres mais gordinhas eram idolatradas.
Hoje, modelos são e querem estar cada vez mais magras.
E vemos pessoas nessa busca pelo corpo ideal travarem uma luta
em que o único resultado aceitável é alcançar uma forma perfeita.

Mas até onde a beleza realmente influencia em alguma coisa?
Chamar a atenção? Existem outras formas para isso.
Conquistar paixões? Além de haver outros caminhos,
isso pode criar grandes ilusões.

Tudo bem, às vezes falo isso por não me encaixar nesses padrões atuais
ou por não fazer disso um objetivo nos relacionamentos amorosos.
O problema é que essa ideia de perfeição está virando uma paranoia,
e muitos não enxergam outro propósito ou saída.

Ser uma pessoa considerada feia significa ter menos chances em tudo?
Será que a eficiência, o companheirismo, a honestidade, a felicidade
ou a capacidade de satisfazer o outro dependem de algum padrão de beleza?

A beleza me atrai sim.
Não vou mentir.
Mas nunca será o fator decisivo em um relacionamento.

Me apaixono por pessoas que exalam felicidade,
que demonstram sinceridade,
e que preferem me conhecer antes de tirar qualquer conclusão precipitada.

sábado, 25 de julho de 2009

Pense

Até onde o pensamento influencia minha vida?

Já li alguns livros que têm como tema principal a ideia de que "o pensamento modifica os acontecimentos", como por exemplo O Segredo e Quem Somos Nós?.
E, sinceramente, acredito que o pensamento não apenas influencia.
Ele é responsável por tudo o que somos.

Digo isso porque, se acreditamos em alguma coisa, essa coisa se torna realidade para nós.
Então por que esperar a validação de uma terceira visão para determinar a nossa própria realidade?

Vivo pensando.
Pensamentos bons e ruins.
Sei que eles não acontecem exatamente como são pensados.
Aliás, um pensamento raramente é linear como a vida.
Ele cria múltiplas possibilidades.
É o que acontece quando precisamos decidir se concordamos ou não com algo.
Pensamos em diversos caminhos.

Por isso, percebo que não pensamos só na opção que seguimos.
Seria lógico demais.
Na maioria das vezes, sobra uma dúvida.
E, curiosamente, a dúvida é o que mais se manifesta.
Porque foi nela que pensamos mais.

Lembro do livro Quem Somos Nós? que dizia:
se acreditarmos, sem um pingo de dúvida, que podemos andar sobre a água, isso se torna real.
Porque tudo aquilo que fazemos com crença plena não falha.

Então por que não agir sem dúvida?

Você pode dizer que não controla o pensamento.
E, para ser sincero, concordo com você.
Acho até que nosso instinto acerta muito mais do que o pensamento.

Por isso, acredite verdadeiramente naquilo que você é ou deseja ser.
Não tente descobrir quem você é pelos outros.
Só você pode saber e sentir isso.

Sei que fui influenciado por esses livros,
mas comecei a observar mais de perto tudo isso,
e fiquei espantado.
A ideia de que tudo em que acreditamos pode acontecer
faz ainda mais sentido pra mim agora.
Assim como o que acreditamos pode começar a acontecer.

:)

sábado, 27 de junho de 2009

Dinheiro

Por que sinto que, a todo momento, tem alguém tentando me fazer gastar?

Ligo a TV, vem a propaganda.
No trânsito, além dos outdoors, tem panfletos nos sinaleiros, carros de som,
e até os guardas de trânsito parecem estar à espera do seu menor deslize, só para multar.

Estudar, navegar na internet, nada parece ser realmente de graça.
E quando é, sempre se espera algo em troca.

Penso que, em algum dia, até gentilezas serão cobradas.
A moral será comprada.
Bem… isso já acontece.

Isso me lembra daquela frase clichê:
“Você é aquilo que você tem, e não o que é.”

Acredito que é por isso que tenho essa sensação constante.
Por isso trabalhamos.
Para manter esse ciclo girando.

Mas o problema é que esse ciclo está acelerando.
Lembro de uma frase que meu antigo patrão costumava dizer:

"Todos os dias o coelho acorda sabendo que terá que correr do leopardo para sobreviver.
Todos os dias o leopardo acorda sabendo que terá que correr atrás de um coelho para sobreviver."

O problema é que, com o fluxo aumentando, os coelhos vão morrer mais rápido.
E, depois disso, o leopardo vai precisar correr atrás de outro animal ou também morrerá.

Eu torço para que esse ritmo diminua.
Mesmo que, sinceramente, ache improvável.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pra que tanta correria?

Por que sempre parece que estou correndo?
E o pior, por que sempre parece que estou devendo algo?

Ou é algum relatório no trabalho,
ou algum trabalho da faculdade,
ou até mesmo atenção para algum amigo.

Será que sou eu que penso assim?
Será que sou eu quem quer viver dessa forma?

Na maioria das vezes, acho que existe uma pressão externa,
que certas pessoas esperam isso de mim.
Mas, no fundo, sei que essa pressão vem de mim mesmo.
De querer abraçar o mundo.
De tentar fazer mais do que sou capaz.

Meu maior mal é não saber dizer "não".
Medo de magoar?
Medo de não satisfazer?

Talvez seja isso.
Mas o mais difícil é perceber que, no fim,
não consigo fazer nem uma coisa nem outra.
Porque quem tenta fazer tudo
acaba não fazendo nada direito.

Correr só faz sentido quando for por vontade.
Correr quando o coração pede velocidade.
Mas, se for para fazer bem,
com calma e dedicação,
o resultado sempre terá mais valor.

sábado, 14 de março de 2009

Meus por ques?

O que seria de uma resposta, de uma afirmação, de uma explicação, sem uma pergunta?
O que seria de uma pergunta, se ela não tivesse a intenção contrária?
O que seria do mundo em que vivemos sem o questionamento?
A concordância resolveria o mundo?

Ideias são passadas tanto por meio dos questionamentos
quanto pelas suas respostas.

domingo, 8 de março de 2009

O que é certo nessa vida?

Essa frase passa pela minha cabeça constantemente:
Se existem várias opiniões sobre o mesmo fato, como decidir qual é o correto?

Na essência do Direito existe a ideia de Lei Natural.
O jusnaturalismo defende que certos princípios são estabelecidos pela própria natureza.
Mas isso não seria também uma forma de impor o que é correto?

Mesmo que quase todos acreditem em algo como certo,
sempre existe alguém que discorda.
E então, ele é o errado da história?

Por que roubar é errado?
Se achamos tão bonita a história de Robin Hood.

Matar é errado?
Então por que já existiram tantas guerras,
e por que tantas delas geraram heróis?

No fundo, só achamos certo aquilo que nos beneficia.
Agimos e acreditamos com mais facilidade
naquilo que nos traz vantagem.

Tantas leis, tantos julgamentos sobre o que é certo…
Será que tudo isso está mesmo certo?

Tudo parece feito para beneficiar alguém.
E, na maioria das vezes, a vantagem de um
é a desvantagem de outro.

Sei que essa frase vai continuar me acompanhando.
Eu sei o que é certo.
Mas sei o que é certo pra mim.

Pequeno Valor

Vejo como é difícil a gente dar valor a certas coisas da vida.
Família, amigos, a nossa própria vida.
São elementos que, muitas vezes, vivemos ao lado sem dar o devido valor,
principalmente quando se tratam de fatos corriqueiros.
Mas é justamente nesses pequenos fatos que deve estar o nosso maior cuidado,
nosso maior apreço.

Costumamos lembrar dos grandes acontecimentos.
Mas os pequenos são a maioria.
São eles que constroem os nossos dias.
Tente dar a eles a mesma atenção que daria aos grandes momentos.

Percebi isso quando fui até a rua da casa onde passei minha infância.
Cada lugar que eu olhava despertava uma lembrança,
um acontecimento vivido ali,
algo simples que me trazia uma felicidade enorme.
E pensar que, na época, eu reclamava daquela vida.

Foram justamente esses pequenos fatos
que guiaram meus ciclos de amizade,
meus valores,
meus vínculos com aqueles amigos que ali conviviam.

Pense um pouco mais sobre cada atitude tomada.
Adicione a cada uma delas uma pitada de dedicação
e de valor pelo momento que está acontecendo.

Se para cada ação existe uma reação,
por que não fazer tudo com mais presença,
com mais intenção,
com mais perfeição?


segunda-feira, 2 de março de 2009

Equilíbrio

Tudo na vida feito em excesso faz mal.

Quem nunca ouviu essa frase?
Todo mundo.
E quem segue ela perfeitamente?
Eu responderia que ninguém. Mas como estou falando em equilíbrio, não posso ser tão radical assim.

Eu peco nessa parte. Por isso decidi falar comigo mesmo sobre esse assunto.
Por que ser tão compulsivo?
Gastar, beber, fumar, mulher, e por aí vai.
Estou parecendo o SBT passando o seriado do Chaves. Só paro quando seca a fonte.

Agora a maior dúvida: onde isso vai me levar?

Gastar me traz felicidade, mas não juntarei nada para o amanhã.
Beber me dá uma falsa sensação de bem-estar. A ressaca é a parte mais leve das consequências.
Fumar me dá certa calma e tranquilidade, mas o câncer encabeça a lista dos males.
Mulher é a melhor coisa que existe, no tempo certo e na quantidade certa.

O equilíbrio parte de como estou dividindo meu tempo e se algo está ocupando mais espaço do que deveria.
É isso que mostra se estou no caminho certo ou apenas me enganando.

O equilíbrio leva à perfeição.

Incoerência

A incoerência é uma falha comum no ser humano, muitas vezes cometida sem que ele perceba. Às vezes, nem as pessoas ao redor percebem. Mas quando alguém identifica essa incoerência, ela pode manchar sua imagem e abalar a confiança que os outros têm em você.

Como evitar que isso aconteça?

O primeiro passo é entender por que a incoerência surge. Na maioria das vezes, ela está ligada à mentira ou à distorção de algum fato. Isso aumenta muito a chance de você se contradizer. Portanto, a primeira atitude é simples: evite mentir.

O segundo passo é olhar para trás com atenção. Analise suas ações anteriores com clareza. Lembre-se dos detalhes. Quando você sabe exatamente o que fez, é mais difícil se contradizer. Isso o torna mais coerente.

E com coerência, vem confiança. As pessoas passam a acreditar mais em você, justamente porque você se mantém firme no que diz e no que faz.


sábado, 28 de fevereiro de 2009

para tudo existe um ELO

Tudo no universo está conectado por um elo.

Assim como uma cidade é ligada a outra por uma estrada, sempre existe algo unindo uma coisa à outra, independentemente da diferença ou da distância entre elas.

É assim que devemos enxergar a vida. Pensando dessa forma, a palavra "impossível" perde o sentido.

Da próxima vez que você pensar em um objetivo, tenha a certeza de que ele é possível. Acredite na existência de um elo que une você ao que deseja alcançar.

Quer um exemplo?

O que liga você ao presidente dos Estados Unidos?

Você pode pensar na distância de milhares de quilômetros ou no fato de não ter contatos diretos. Mas existem caminhos: internet, redes sociais, e-mail, uma carta, ou até pessoas que conhecem pessoas.

O mais importante é descobrir quais são os elos que conectam você ao que busca. Porque eles existem.


Em quem acreditar?

Em Deus?
Pode ser uma boa resposta, para quem acredita em Sua existência.

Em amigos?
Talvez, mas é importante conhecer bem quem são eles.

Em seus pais?
Ao menos, é certo que querem o seu bem.

Em um estranho?
Às vezes, ele pode te dar respostas mais sinceras que os demais.

A pergunta "Em quem acreditar?" costuma surgir nos momentos difíceis da vida. E, nesses momentos, a resposta imediata pode ser: "em ninguém".

Mas, mesmo assim, precisamos acreditar em algo. Por que não acreditar em tudo, até que se prove o contrário?

A felicidade nasce da fé em algo e também da presença de alguém que acredite em você.

Faça com que os dois existam na sua vida.

Guilherme Janku Achcar - Aprensentando

Na vida, nem tudo é motivo para sorrir, achar interessante ou trazer felicidade.

O melhor da vida é poder dizer quem somos e mostrar o que fazemos de melhor.

Pensar que eu sou louco é ignorar o próprio reflexo.

Acreditar no sonho é dar a si mesmo a chance de alcançá-lo.

Porque mesmo na infelicidade, no egocentrismo, na loucura e no sonho, existe algo em comum: um pensamento que leva à realização de tudo isso.

Aqui, tento expressar o que penso. Não necessariamente para que alguém leia, mas para que eu mesmo possa refletir sobre a vida.