A cada dia, criamos vários ideais sobre diversas coisas.
Ideais sobre relacionamentos amorosos:
quem seria a melhor pessoa para estar ao nosso lado?
Ideais sobre emprego:
qual seria aquele em que ganharíamos mais e trabalharíamos menos?
Ideais sobre simples fatos da vida:
como tudo deveria acontecer, como tudo deveria ser.
O mais interessante é perceber que esses ideais quase nunca se realizam da forma perfeita.
Em outras palavras, sempre existe algo que escapa dos nossos planos.
É como naquela frase:
“O melhor da festa é esperar por ela.”
Esse pensamento vem tanto da religião quanto dos tempos modernos, que nos condicionam a pensar no futuro, idealizá-lo, e esquecer de viver o presente da melhor maneira possível.
A frase
“Viver intensamente cada momento, como se fosse o último”
diz exatamente o que deixamos de fazer.
Idealizar se torna quase automático.
E a frustração, quase garantida.
Assim, passamos mais tempo projetando o futuro do que vivendo o agora.
Os melhores momentos vividos, com certeza, foram aqueles que não foram idealizados.
Momentos que simplesmente aconteceram.
Momentos que nunca imaginamos viver, e que justamente por isso, se tornaram especiais.
Parar de idealizar?
Impossível.
Simplesmente porque pensamos.
Mas qual seria a melhor forma de lidar com isso?
Talvez seja viver da melhor maneira possível cada acontecimento.
Saber viver o acaso, mesmo quando o sonho não se concretiza.
Aprender que é de acasos que a vida é feita.
E que ser feliz com isso seja, na verdade, a regra.
Porque, se fosse diferente, não teria a menor graça.
Eu conheço meus ideais.
Sei que dificilmente acontecerão exatamente como imaginei.
Mas ainda assim, batalho para chegar o mais próximo possível deles.
Porque é mais fácil um ideal se realizar do que viver sem sonhar.
A chave talvez esteja em dar ao presente o mesmo valor que damos ao ideal.
Por fim, quero dizer que cada pensamento exposto aqui
não é uma solução definitiva para minha vida,
e muito menos para quem, eventualmente, esteja lendo.
Que possa ser apenas mais uma reflexão,
mais uma informação,
a ser ou não agregada à minha e à sua vida.
