O que é padrão?
Parece-me uma convenção mundial sobre o que é bom, certo, bonito, e por aí vai.
Por que temos padrões?
Por que precisamos segui-los?
Eu mesmo sigo vários padrões.
Nosso comportamento é quase sempre regido por eles.
Mas o que, de fato, significa “padrão”?
Normas e modelos escolhidos pela maioria.
Mas quem é essa maioria?
E quem, exatamente, pode me dizer o que fazer?
Já querem ditar meu modo de agir, meu modo de falar,
o que é bom, o que é bonito, o que é certo.
Se forem normas, logo penso em regras.
E se padrões viram regras, então viram leis
talvez até mais impostas do que a própria Constituição brasileira.
São padrões de como agir, comportar, pensar,
e principalmente, do que não fazer.
Nunca reparou que você segue um padrão para tudo o que faz?
Quer um exemplo?
Seu sexo nunca seguiu um padrão da indústria pornográfica?
Pode parecer estranho, mas repare:
existem padrões para quase tudo.
Isso até nos leva de volta àquela pergunta:
“O que é certo nessa vida?”
Mas veja: padrões não existem para serem certos.
Eles existem para ditar o que deve ser certo,
na concepção de certas pessoas.
Padrões de amizade.
Padrões de trabalho.
De sexo.
De alegria.
De família.
De corpo.
De sucesso.
E muito mais.
Viver os padrões?
Ou viver o que realmente pensamos?
E quando o que pensamos já são os padrões?
Estamos errados?
Ou apenas fomos condicionados a pensar assim?
Acredito que, hoje, questionar não é o padrão.
Você já deveria saber as respostas.
Você já deveria aceitar.
Até para escrever, percebo que mantenho certos padrões.
E talvez por isso seja difícil retirá-los das minhas entranhas.
Mas por que não acreditar que a fuga é possível?