Não há vontade.
Não há amor.
Não há progresso.
Só o ruído constante de quem disputa o resto.
Gostaria, queria, faria.
Gosto, quero, faço.
Mas não para manter o que é.
Sempre quis que fosse o que pode ser.
Desejaste o acontecimento,
só para que eu gostasse do que criei.
Confiança é crer no invisível.
E o invisível é sonho.
Acreditaremos?
Ou serei só eu a sustentar
a vontade,
o amor,
as melhorias possíveis?
Se nada houver,
então que a gente invente.
Mesmo cansados,
mesmo em silêncio,
façamos existir.
