domingo, 27 de dezembro de 2015

Frases.

Com amor, a paz é consequência.
Na ausência dele, deixamos espaço para nossos interesses, que são destruidores da paz.

Eu digo a verdade, mas não posso controlar a imaginação das pessoas.

Sonhar é inerente aos homens.
Mas as realizações, essas frequentemente lhes escapam.

O interesse surgirá a cada movimento.
Cabe a você decidir em qual acreditar.

Se a verdade não bastar, não será uma mentira que me iludirá.

Quero, desejo e faço da minha missão algo que vai contra a vontade — mas sigo.

As ideias não podem morrer pelas atitudes de seus idealizadores.

Pessoas com dupla personalidade?
Não existem.
Elas não vivem sozinhas, só existem enquanto os outros as reconhecem.

Amar quem se quer por perto,
e desejar o bem de quem se aproxima.

Entender o humano,
sem a pretensão de curá-lo.

Viver com a intenção de sorrir no próximo instante.

Saber que a morte pode libertar daquilo que você nunca teve coragem de soltar.

Vamos falar da vida.
Somente assim seremos capazes de romper nossos ciclos e criar novos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A vida na rede virou propaganda.

A vida tecnológica trouxe consigo elementos de propaganda para expor nossa existência nas redes.
Esses elementos, que chamo aqui de filtros da realidade, incluem a edição de fotos, vídeos, frases e todo tipo de conteúdo que passa por uma análise antes de ser publicado.
Com isso, a veracidade deixa de ser o objetivo principal.
O foco passa a ser a forma como o receptor irá interpretar a mensagem.

Apresentamos uma vida que escapa da realidade.
Mesquinha como uma pulga, diria Nietzsche.
E, já o atualizando, o ser humano não é o inventor da felicidade,
mas o publicitário de uma vida feliz.

Antever esses mecanismos e contra-atacar é a minha intenção.
Utilizo a mesma arma, mas com outro propósito:
disfarçar-me, sintonizar meus pensamentos
e tentar conectar novos paradigmas.

O principal deles:
não somos mercadorias a serem expostas.

Essa exposição nos compara a itens do mundo.
Não porque sejamos,
mas porque nos vendemos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Papo de Aquariano.

Vejo quatro signos fortes na minha vida.

O primeiro é o próprio Aquário: pensador, de atitudes fora do comum.
É a inspiração da minha vida.

Touro traz relações marcadas por atritos, mas também por muito amor e sinceridade.
Pessoas fantásticas e autênticas que deixam marcas profundas.

Sagitário representa a amizade sincera, uma comunicação que ultrapassa o imaginável — quase telepática.
Relações que, mesmo com o tempo, permanecem eternas.

E Câncer, cuja integridade é sua marca.
Coloca o bem acima de tudo.
Protetora, simplesmente minha mãe.
Morro por ela.

domingo, 1 de novembro de 2015

O que escorre.

Como posso segurar o que somente escorre?
Uma vida que só passa.
Suas decisões pouco importam.

Podemos ser além do tempo?
Além de um passado presente?

Analisando, apenas suporto.
Vivendo o momento das decisões passadas,
de alguém que muda a todo instante.

Fingindo querer tudo,
para perceber que não quero nada.
Sendo que a única certeza
é saber que não conseguimos segurar
o pingo de uma tempestade,
nem mesmo uma lágrima.

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Talvez o erro seja tentar segurar.
O instante não quer ser contido,
a lembrança não quer ser moldada,
e o futuro não nos deve promessas.

Corremos atrás de certezas como se fossem abrigo,
mas elas sempre escorrem pelas frestas do que somos.
A verdade muda de roupa a cada pensamento.
E mesmo aquilo que chamamos de identidade
é só uma sequência de tentativas de ser.

Queria poder voltar e refazer,
mas sei que o que me construiu também me despedaçou.
As escolhas não se apagam,
e o tempo, por mais que nos ensine,
não nos espera.

Fico preso entre querer sentir tudo intensamente
e desejar o alívio de não sentir mais nada.
Entre a coragem de tentar outra vez
e o silêncio confortável da desistência.
Quantas vezes já caminhei para longe de mim mesmo,
acreditando que estava indo na direção certa?

Será que há mesmo um rumo,
ou apenas a travessia?

Nos momentos mais calmos,
percebo que a vida é feita de coisas que se vão,
de palavras que não dissemos,
e de gestos que não voltam.
De vazios que não pediram permissão,
mas ficaram.

O mundo não é justo,
mas também não é cruel,
apenas segue indiferente.

E mesmo assim, aqui estou,
tentando dar sentido ao que talvez nunca tenha tido.
Tentando encontrar beleza
no fato de que tudo passa.
Talvez seja isso viver:
abraçar o instante com mãos vazias
e ainda assim sentir que valeu.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Só a vontade move

Não ligo de ser o errado.
O que fiz, eu sei.
Entre erros e acertos,
sabia que seria dessa forma.

Coragem é algo que me falta,
mas é necessário ter.
E mesmo tendo,
o acerto nunca é uma certeza.

Como tudo na vida,
o acerto também é relativo.

Acredito ter feito o melhor.
Somente a vontade faz mover.
A falta dela só faz acabar
e destruir o que existe.

Não culpo ninguém por ter ou não ter.
Ela está fora de nossas escolhas.
Na verdade,
é ela quem move as escolhas.

Agradeço o que já vivi
e tudo o que já fizeram por mim.
E que minha vontade nunca deixe de existir.
Que eu sempre viva por ela.
Pois sem ela,
nada vive.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Conhecendo a morte.

Estava apaixonado pela morte,
mas essa paixão me deixava confuso e com medo.
Conheço bem ela.
Atraente e sedutora,
chega como quem comanda toda a situação.
Vai entrando devagar,
sem pedir licença,
e roubando todos os seus espaços.
Primeiro o sono,
depois a alegria,
por fim, até o silêncio.

Fiquei estranho.
Passei a acreditar que não podia deixá-la.
Se o fizesse, ela me mataria.
E talvez fosse isso mesmo o que ela queria:
me fazer pensar que era a única companhia possível,
a única presença sincera em meio a todas as ausências.

Ela se disfarçava de alívio.
Me fazia crer que estar com ela era mais fácil
do que tentar seguir com o peso da vida.
Sussurrava que o fim era mais leve
do que a continuidade dos dias cinzentos.

E eu, enfraquecido, ouvia.
Sem forças para discordar,
sem coragem para resistir.

Mas, em algum lugar entre um pensamento sombrio e outro,
eu comecei a desconfiar dela.
A perceber que havia algo de mentiroso no seu toque suave.
Que o alívio prometido vinha com o preço de tudo o que ainda poderia ser.

Não foi uma luz que entrou.
Foi só uma dúvida.
E às vezes, uma dúvida basta para abrir uma fresta.

Comecei a me perguntar se era mesmo amor,
ou só o reflexo do cansaço.
Se o desejo era por ela,
ou por um fim qualquer, sem nome, sem forma.

Ela ainda está por perto.
Ela nunca vai embora completamente.
Mas hoje, sei que posso deixá-la esperando.
E talvez isso seja o começo de me escolher.