A vida tecnológica trouxe consigo elementos de propaganda para expor nossa existência nas redes.
Esses elementos, que chamo aqui de filtros da realidade, incluem a edição de fotos, vídeos, frases e todo tipo de conteúdo que passa por uma análise antes de ser publicado.
Com isso, a veracidade deixa de ser o objetivo principal.
O foco passa a ser a forma como o receptor irá interpretar a mensagem.
Apresentamos uma vida que escapa da realidade.
Mesquinha como uma pulga, diria Nietzsche.
E, já o atualizando, o ser humano não é o inventor da felicidade,
mas o publicitário de uma vida feliz.
Antever esses mecanismos e contra-atacar é a minha intenção.
Utilizo a mesma arma, mas com outro propósito:
disfarçar-me, sintonizar meus pensamentos
e tentar conectar novos paradigmas.
O principal deles:
não somos mercadorias a serem expostas.
Essa exposição nos compara a itens do mundo.
Não porque sejamos,
mas porque nos vendemos.

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