terça-feira, 16 de dezembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Virtude da ignorância.

O entendimento da ignorância do homem sobre aonde ele vive, de onde veio e qual o porquê de sua existência, é a sua maior inteligência.
As certezas que se apresentam são apenas formas de controle e manutenção de um poder que não busca a subversão.
Como poderia acreditar na criação divina? Se deverei me basear em escritos que não provam nada, que apenas os seus criadores julgam para obter benefícios, pois o poder ocorre da forma mais branda quando se domina a intelecção e não de forma agressiva.
Acreditar na ciência, que se desmente a cada nova descoberta?
Ainda prefiro acreditar em minha ignorância de não saber, ela é mais certa do que um milhão de piruletas metafísicas criadas para sua explicação.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O ser político.

Em todos os lugares, as pessoas vivem reclamando dos políticos.
Porém, eles não são os únicos alvos.
Os brasileiros, em geral, gostam de reclamar por qualquer motivo
e raramente são capazes de entender os processos das coisas.

A origem da reclamação parte da insatisfação de cada ser.
Se estivéssemos todos em busca do bem comum e da satisfação coletiva,
seria fácil explicar a situação.
Mas o que vejo é o oposto:
não é a satisfação que o ser humano busca,
mas justamente sua negação.

Diante do desagrado, a melhor atitude seria a mutação e não a reclamação.
Somente a mudança tem o poder de satisfazer o desejo que carregamos.
Esse agrado do desejo é o que melhor explica o interesse.
E acredito que seja essa a grande chave para entender a política mundial:
o interesse, que não é comum,
e, por isso, o bem comum se torna utopia.

Se o capital comanda o mundo,
a política também está sob seu domínio.
E se o interesse comanda o ser,
o resultado não pode ser outro.

Sempre existirá alguém para reclamar.