Preservar meu silêncio, mesmo com a vontade de gritar.
Acreditar em algo melhor, mesmo vendo tudo se arruinar.
Fazer pelo bem, sem buscar vantagem.
Pensar que posso fazer diferente e, ainda assim, saber que a mudança nem sempre é a direção certa.
Mudar sem medo de ser triste, porque na felicidade todos querem viver.
Entre a preservação e a mudança mora a satisfação,
e somos prisioneiros de sua antítese.
A satisfação foge a cada segundo em que parece ser alcançada,
pois o nascer de um grito é também a vista de uma prisão eterna.
Esperar deixa de ser escolha, torna-se necessidade.
Rebelar é o que nos resta.
E o grito, a nossa arma.

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